novembro 3, 2016

I Colóquio 95 anos de Paulo Freire

Colóquio Paulo Freire

O Colóquio, realizado no dia 09/11/2016, tem a seguinte programação:

1) 14h – Abertura – “O ensinar-aprender freireano”.

Doutoranda Angélica Ramacciotti
Dra. Elisabeth dos Santos Tavares

O par dialético ensino-aprendizagem, na proposta freireana, implica um conjunto de posturas e práticas. Nesse sentido, serão elencadas algumas condições necessárias para a realização do processo ensinar-aprender e, na sequência, se apresentará o desdobramento dessas condições para tecer a trama conceitual que dará sustentação a uma pesquisa em andamento. Pode-se afirmar que ensinar-aprender requer, exige e possibilita: leitura do mundo; problematização; autonomia; diálogo; discência/docência e conhecimento.

2) 15h – “Diálogos entre Paulo Freire e Milton Santos: democracia e globalização a partir do Sul”

Me. Mauricio Nunes Lobo
Dra. Regina Helena Tunes

Paulo Freire e Milton Santos, dois pensadores brasileiros que discutiram e fizeram ciência a partir do Sul, são também autores dos mais citados mundialmente com ampla pesquisa que envolve a educação como uma prática libertadora. Nossa abordagem no Colóquio é refletir especialmente sobre o conceito de democracia em Paulo Freire e em Milton Santos que partem dessa perspectiva para pensar e produzir um pensamento crítico de um outro mundo possível na educação e nas relações sociais.

3) 16h – “Aproximações teóricas freireanas e o trabalho humano em diferentes dimensões: sua contribuição para as mudanças nos processos de gestão empresarial’.

Me. Roseli Tonini
Me. Norberto Luiz de França Paul.

Reflexões sobre a Pedagogia de Paulo Freire e a Educação Corporativa. Concepções de Paulo Freire e os reflexos dos métodos da educação para o trabalho e sua contribuição para as transformações nas práticas de gestão empresariais. A importância da humanização na Pedagogia de Paulo Freire e a transferência para as relações de trabalho: qualidade de vida e responsabilidade social corporativa.

4) 17h – “Paulo Freire: filósofo da educação”

Me. Juliana Janaina Tavares Nóbrega
Me. Mariza Galvão

Um dos nomes de referência para o pensamento educacional brasileiro, Paulo Freire apresenta em sua obra elementos norteadores de um pensamento filosófico da educação nacional (e internacional) quando parte de questões problemas fundamentalmente filosóficas em paralelos como: liberdade-opressão-autonomia, política-desigualdade-emancipação. Desta forma, é possível um diálogo direto com as discussões de grandes nomes da filosofia mundial que pensaram o contexto não só da escola e educação formal, mas das relações sociais como um todo, revelando que pensar o indivíduo, a sociedade, e a política, é também pensar a educação.

5) 18h – “A Autonomia e a esperança para a formação do professor: um diálogo com Paulo Freire”.

Esp. Doroti de Oliveira Rosa Macedo
Dr. Helio Rodrigues Junior

As experiências de educadores, ao longo do processo de formação inicial e continuada, podem nortear a reflexão sobre a ação ao dialogar com as obras de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia e Pedagogia da Esperança, ora ressignificadas. Pretende-se, portanto, repensar situações do cotidiano – que ratificam as exigências básicas para e na formação dos professores – e seus desdobramentos com as visões de mundo e compreensão da vida humana.

6) 19h – Diálogos entre Freire e Jung: o encontro da psicologia analítica e a pedagogia do oprimido na prática educacional

Me. Alcielle dos Santos
Esp. Any Carolina Ribeiro Silva
Me. Mariza Catta Preta

O diálogo entre Freire e Jung mostra que a Pedagogia do Oprimido como a Psicologia Analítica, são propostas humanistas que exigem do ser humano moderno consciência e coerência entre a ação e a teoria apreendidas. Além disso, são teorias que não se fundamentam no poder e, portanto para que educadores se apropriem das mesmas devem necessariamente estar regidos pelo arquétipo da alteridade, proposta só alcançada por aqueles que trazem humildade e determinação suficientes para um profundo autoconhecimento e revisão de sua prática. Apenas com a busca dessa coerência os dois autores acreditam ser possível uma real transformação individual e social para podermos dar um salto qualitativo na Educação.

7) 20h – Educação cidadã, em Paulo Freire

Doutorando Felipe Augusto de Mesquita Comelli
Me Neuza Maria S. Feitoza

Pensar uma escola cidadã em Paulo Freire significa pensar a escola como “um centro de direitos e deveres”, de diálogo, de democratização desde a gestão aos conteúdos curriculares. Valorizar a inclusão, a liberdade e a cidadania. Uma escola coerente com essas premissas exige uma transformação na formação dos professores. É preciso torná-los atores e autores da transformação e corresponsáveis pelas escolhas e resultados. Nossa reflexão parte de nossa prática. Iniciamos com um olhar atento à participação dos alunos nas assembleias estudantis, especialmente, neste momento crítico de “ocupação das escolas pelos estudantes”, analisamos a formação docente para este contexto e finalizamos com uma provocação: é possível uma escola cidadã a distância?

8) 21h Encerramento – Política e Educação em Freire.

Dra. Elisabeth dos Santos Tavares
Dra. Mariângela Camba
Me. Neuza Maria S. Feitoza

A educação para Freire está sempre carregada de uma politicidade, a prática educativa e a reflexão sobre essa prática são atos políticos: de escolha, de decisão, de luta entre contrários, de conquista de cidadania negada. Portanto, há inseparabilidade do político com o educativo cada qual com a definição das respectivas especificidades. Assim, como processo de conhecimento, formação política, manifestação ética, procura da boniteza, capacitação científica e técnica, a educação é prática indispensável aos seres humanos e deles específica na história como movimento, como luta.

Apresentação do Coral de Guarujá sob a regência do Prof. Me. Ricardo Cardim de Cerqueira, Coordenador do Curso de Licenciatura de Música da UNIMES Virtual.